Não Goste Apenas Do Amor
Goste de alguém que te ame, alguém que te espere,
Alguém que te compreenda mesmo nos momentos de loucura;
De alguém que te ajude, que te guie,
Que seja seu apoio, tua esperança, teu tudo.
Goste de alguém que não te traia, que seja fiel, que sonhe contigo, que só pense em vc,
que só pense no teu rosto, na tua delicadeza, no teu espírito;
E não só no teu corpo, nem em teus bens.
Goste de alguém que te espere até o final,
de alguém que sofra junto contigo, que ria junto a ti, que enxugue suas lágrimas;
Que te abrigues quando necessário,
que fique feliz com tuas alegrias e que te dê forças depois de um fracasso.
Goste de alguém que volte pra conversar com você depois das brigas, depois do desencontro.
De alguém que caminhe junto a ti, que seja companheiro, que respeite tuas fantasias, tuas ilusões.
Goste de alguém que te ame.
Não goste apenas do amor.
Goste de alguém que sinta o mesmo por você...
(Luís Fernando Veríssimo)
Terça-feira, 9 de Junho de 2009
Domingo, 24 de Maio de 2009
O quarto
No meu quarto, não chove. Não consigo saber o que se passa lá fora, pq da minha janela não vejo um jardim com flores, eu vejo uma parede. Gente, estou falando do meu quarto! Ele vive escuro, bagunçado, e principalmente vazio, talvez pq eu passe o dia fora e não tenha muito tempo pra cuidar dele. De uns tempos pra cá, só usava o meu quarto pra dormir, acho que estava muito cansada pra pensar em outra coisa...Pq estou falando do meu quarto mesmo? Ah, lembrei. Hoje eu deixei o meu quarto pra tomar banho de chuva lá fora. A água caindo no meu rosto, roupa encharcada, e eu correndo pelas ruas, achando que ainda era menina. Talvez a água que escorresse não era apenas a do céu.
Águas que lavam a alma.
Voltei pra casa e decidi mudar meu quarto... vai dar trabalho mas tenho amigos, vizinhos meus, que virão aqui pra casa pra me ajudar a trocar as coisas do lugar, limpar, reformar meu quartinho...uhuuu.
Tenho esperanças de um dia ver o sol me acordando pela janela.
Se os olhos são as janelas da alma, O coração é o quarto.
E hoje eu acordei mais cedo!
Águas que lavam a alma.
Voltei pra casa e decidi mudar meu quarto... vai dar trabalho mas tenho amigos, vizinhos meus, que virão aqui pra casa pra me ajudar a trocar as coisas do lugar, limpar, reformar meu quartinho...uhuuu.
Tenho esperanças de um dia ver o sol me acordando pela janela.
Se os olhos são as janelas da alma, O coração é o quarto.
E hoje eu acordei mais cedo!
Segunda-feira, 6 de Abril de 2009
Os remédios do amor e o amor sem remédios...
Segundo Remédio
Ausência
Despediram-se com grandes demonstrações de afeto os que muito se amavam, apartaram-se enfim, e, se tomardes logo o pulso ao mais enternecido, achareis que palpitam no coração as saudades, que rebentam nos olhos as lágrimas, e que saem da boca alguns suspiros, que são as últimas respirações do amor. Mas, se tomardes depois destes ofícios de corpo presente, que achareis? Os olhos enxutos, a boca muda, o coração sossegado: tudo esquecimento, tudo frieza. Fez a ausência seu ofício, como a morte: apartou, e depois de apartar, esfriou.
-
Ausência
Muitas enfermidades se curam só com a mudança do ar; o amor com a da terra. E o amor como a lua que, em havendo terra em meio, dai-o por eclipsado. E que terra há que não seja a terra do esquecimento, se vos passastes a outra terra? Se os mortos são tão esquecidos, havendo tão pouca terra entre eles e os vivos, que podem esperar, e que se pode esperar dos ausentes? Se quatro palmos de terra causam tais efeitos, tantas léguas que farão? Em os longes, passando de tiro de seta, não chegam lá as forças do amor. Os filósofos definiram a morte pela ausência: Mors est absentia animae a corpore.
Despediram-se com grandes demonstrações de afeto os que muito se amavam, apartaram-se enfim, e, se tomardes logo o pulso ao mais enternecido, achareis que palpitam no coração as saudades, que rebentam nos olhos as lágrimas, e que saem da boca alguns suspiros, que são as últimas respirações do amor. Mas, se tomardes depois destes ofícios de corpo presente, que achareis? Os olhos enxutos, a boca muda, o coração sossegado: tudo esquecimento, tudo frieza. Fez a ausência seu ofício, como a morte: apartou, e depois de apartar, esfriou.
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Domingo, 5 de Abril de 2009
Os remédios do amor e o amor sem remédio…
Primeiro Remédio
O tempo
O tempo
Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sábiamente pintaram o amor menino, porque não há amor tão robusto, que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não tira, embota-lhe as setas, com que já não fere, abre-lhe os olhos, com que vê o que não via, e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhes os defeitos, enfastia-lhes o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não amar, e o ter amado muito, de amar menos.
(trecho do Sermão do Mandato - Pe. Antônio Vieira)
continuo amanhã...
Sábado, 21 de Março de 2009
Do it - Lenine
Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, agüenta
Se sujou, cai fora
Se da pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora
Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite
Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance
Se tá puto, quebre
Tá feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre
Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure
Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele
Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
Quer dever, prometa
Prá moldar, derreta
E não se submeta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, agüenta
Se sujou, cai fora
Se da pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora
Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite
Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance
Se tá puto, quebre
Tá feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre
Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure
Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele
Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
Quer dever, prometa
Prá moldar, derreta
E não se submeta
Sábado, 14 de Fevereiro de 2009
Sangue! Sangue! Sangue!
' Chatterton, suicidou
Kurt Cobain, suicidou
Getúlio Vargas, suicidou
Nietzsche, enlouqueceu
E eu?
Não vou nada bem!
-
(Seu Jorge - Chatterton)
Kurt Cobain, suicidou
Getúlio Vargas, suicidou
Nietzsche, enlouqueceu
E eu?
Não vou nada bem!
-
(Seu Jorge - Chatterton)
Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009
Carta aos amigos
"eu levei anos procurando um amigo como você
amigo desonesto, infiel e que nunca vê
o que você precisa e as coisas que você quer
uma pessoa indiferente, que sorte é a gente ter
amigo como esse que some pra te esquecer
anos procurando um amigo como você
pra me reconhecer, me identificar
pra compartilhar a vida
pra ter o que conversar
pra me fazer entender..." (trecho da música A busca - Violins)
-
amigos,
hoje estava relembrando a minha história e percebi o valor das pessoas que estão ao meu lado. Hoje entendi o pq de alguns não's, de alguns sim's e de algumas interrogações!
Todos sabem o quanto eu acredito em Deus e não no destino, e é por isso mesmo que estou escrevendo essa carta. Acho que todos nós fazemos escolhas, embora Ele já saiba de todas elas, e as minhas escolhas me levaram a ser o que sou hoje. Mas não cheguei só, ao meu lado dezenas, centenas de pessoas também escolheram trilhar uma estrada que em muitos pontos coincidiram com a minha direção. Alguns desses 'viajantes' me ofereceram o que tinham de melhor: amor, compreensão, alegria, paz...e a eles dei o nome de amigos. Por isso, desejando retribuir tudo o que fizeram por mim e não tendo nada material de grande valor, ofereço essas humildes palavras...que elas cheguem ao coração de todos os meus amigos.
amigo desonesto, infiel e que nunca vê
o que você precisa e as coisas que você quer
uma pessoa indiferente, que sorte é a gente ter
amigo como esse que some pra te esquecer
anos procurando um amigo como você
pra me reconhecer, me identificar
pra compartilhar a vida
pra ter o que conversar
pra me fazer entender..." (trecho da música A busca - Violins)
-
amigos,
hoje estava relembrando a minha história e percebi o valor das pessoas que estão ao meu lado. Hoje entendi o pq de alguns não's, de alguns sim's e de algumas interrogações!
Todos sabem o quanto eu acredito em Deus e não no destino, e é por isso mesmo que estou escrevendo essa carta. Acho que todos nós fazemos escolhas, embora Ele já saiba de todas elas, e as minhas escolhas me levaram a ser o que sou hoje. Mas não cheguei só, ao meu lado dezenas, centenas de pessoas também escolheram trilhar uma estrada que em muitos pontos coincidiram com a minha direção. Alguns desses 'viajantes' me ofereceram o que tinham de melhor: amor, compreensão, alegria, paz...e a eles dei o nome de amigos. Por isso, desejando retribuir tudo o que fizeram por mim e não tendo nada material de grande valor, ofereço essas humildes palavras...que elas cheguem ao coração de todos os meus amigos.
Amo vocês,
Vanessa Tavares.
Vanessa Tavares.
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